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A mostrar mensagens de julho, 2008

Para aquele que me fez repensar em tudo...

Que dizer quando nada mais nos ocorre fazer do que estar com alguém? Quando somos invadidos por aquele friozinho na barriga, aquela tão fantástica leveza do ser acompanhada por uma alegria contagiante e um sorriso luminoso? Passei por muito nos últimos tempos. Sofri, lutei (em vão), sacrifiquei, chorei demais (cheguei a julgar-me seca por completo). Prometi que ia apenas divertir-me e julguei ser difícil haver interesse por alguém mais. Depois surgiste tu. Subtilmente entraste. E com determinação ficaste. O meu coração contigo permaneceu. Nas tuas mãos, escravo de ti. Pronto para te completar (arriscaria mesmo em assegurar que contigo iria redefinir a minha noção de felicidade). Quando tentei ultrapassar tudo, tu vieste, qual anjo do céu. E aí fizeste-me acreditar. Quando prometi manter os pés bem assentes na terra, tu fizeste-me voar. Quando já não me sentia preparada para me dar, tu chegaste, mostrando que estava errada. Quando quis recomeçar, tu (sem te aperceberes) mostraste-me um ...
Como é que é possível que ao fim de tanto tempo, ainda tenhas tal ascendente sobre mim…mudaste-me de uma forma q nunca julguei possível. Cresci ao teu lado, no bom… e também no mau. Tornei-me a Joana que conheceu o amor, q o viveu contigo, q sorriu contigo, q amou contigo, que foi feliz por ti e contigo… e que depois sofreu por ti, que chorou (e chora) por ti, a Joana q de certa forma morreu contigo, que esfriou por tua causa e, a Joana que já não se acha capaz de dar a nenhum outro (talvez dramático, mas em grande parte encontro verdade nisto). Que fazer quando se perde o que tanto se amou, e não parece haver outro que preencha o vazio? Chorar? Escrever textos em q s coloca o coração? Palavras desprovidas de sentido? Actos despojados de sentimento? Para quê tanto esforço se na essência do problema tudo se mantêm igual? E mais!, que fazer para alterar essa dúvida quando nada parece ter nexo?... Sabendo que já muito foi tentado e tanto tempo já passou… A constatação que nada é como dant...

Uma sala vazia

Uma sala vazia. Um silêncio indeciso. Sabe tão bem mas faz-me tão mal. São tão bons estes instantes… silêncio, serenidade, paz… e, solidão. E é por isso que fazem tão mal. Afastam-nos dos outros, aproximando-nos apenas de nós próprios. Não é de todo mau este encontro connosco próprios. Não é. É óptimo, quando q.b. … Quando em demasia enjoa, cansa… e torna-nos apenas em seres solitários. E isso não faz lá muito bem. Mas vamos aguentando. Mentindo a nós próprios, dizendo que tudo está bem. Porém não está. Devaneamos, deambulamos… em marasmo e isolamento. Não melhores que um eremita. Mas porquê a solidão? Se do homem se diz um ser sociável, parece-me a mim que esta apenas serve para mostrar o oposto do que é ser humano. Só sabemos o que é este “estar só” porque o natural é estarmos com os amigos, com a família, com os outros… estamos com várias pessoas e isso não significa que nos sintamos realmente acompanhados. Lembro-me da minha infância. Natais em família, todos reunidos. Por momentos...

Palavras

A vida tem um não sei quê de peculiar graça. A maior ironia q hoje existe baseia-se num tão simples facto. Estamos rodeados de gente, e no entanto estamos tão mais sós do q alguém encerrado numa caverna. Sinto necessidade de escrever, por vezes. Para desabafar quando ninguém parece querer ouvir, ou quando há coisas q sinto não querer contar a ninguém. As palavras são um abrigo, tal cm não existe outro. Bem… talvez haja o amor… mas desse prefiro não falar. As palavras servem de refúgio à solidão… sim, aquele sentimento de impotência, de ver aqueles importantes a afastarem-se e ainda assim, mm constatando isso, não poder fazer absolutamente nada... É o q sinto. Aquela frustração, aquela tristeza… todos bem e eu não tão melhor como julgava. A vida tem um não sei quê de piada… tão rodeados estamos que deixamos de nos ouvir, tão cheios d nós mesmos, tão cheios de sentimentos de eternidade e grandeza. Hipocrisia. E o tempo passa e aquele sentimento desvanece. Os amigos afastam-se e aquela mu...

Filosofias ..

Estive a relembrar coisas q fiz e q escrevi e surpreende-me cm tão pouco mudei. Eu ali, eu aqui: as mesmas interrogações, as mesmas dúvidas, o mesmo modo de olhar os outros apenas uma diferença na forma de me olhar. Sou isto, assim desde o início, serei certamente isto até ao fim. Quando? Que esquisito haver fim, que inconcebível morrer… Viver também, aliás, no precário fio dos dias, desequilibro-me, não me desequilibro. Que lugar comum sou. Olha-te sem piedade, não te comovas contigo. Não te deixes vencer. Não te desculpes. E sobretudo não faças do que julgas ser (e talvez sejas) uma lágrima de vela a escorrer devagarinho, rosada, quase transparente. Mesmo que os outros não notem, tu notas. Não te dispas sem pudor. Aguenta-te. (adaptado de um texto que li na revista Visão)

Joana ...

"O q dizer d um ser incompleto?.. Sou o q sou.. com o q aprendo, com as quedas q dou, com os erros q cometo, com as alegrias q tenho, com as pessoas q passam na minha vida... Sou as vezes tanto do q não queria e tão pouco do muito q desejava ser. Sou a Loira, a amiga, a ingénua, a tontinha, a brincalhona, a q tenta estar sempre lá, q tenta ter sempre aquela palavra amiga.. Se consigo sempre?..isso já é outra história. Sou o q sou, por tudo o q já vivi..."

Sorrir

Porque os textos escritos com mágoa cansam… E a tristeza e o sofrimento aborrecem. A’ que saber estar bem. Saber sorrir quando a fraqueza se torna força. Porque fomos talhados para ser felizes, para perseguir objectivos, cometer erros, e acima d tudo, aprender, mudar… crescer. E’ essa a nossa maior prova. E’ isso que nos torna melhores pessoas. A forma como encaramos os problemas e aprendemos com eles. Todos sofremos, todos choramos e todos cometemos erros. Mas também todos podemos sorrir depois da tempestade. E e’ tão bom.. Aquele sentimento de liberdade, serenidade, calma… paz. Aquela doce alegria de viver. De estar bem e mostrar aos outros isso mesmo. De os contagiar e de podermos ser uteis. Tudo com um sorriso na cara e uma filosofia essencial aplicada a’ nossa vida. Sejamos felizes. A sorrir e’ q avançamos. A sorrir e’ que nos entendemos. =) Joana .. 6 Abril 2008

Que fazer?

O que pode alguém fazer quando perde aquele que ama? ... Chorar? … Culpar-se? … Fingir? … Desistir? … Lamentar-se? … Não… nada serve… no entanto é o que fazemos. Choramos pelo que foi e nunca mais será, culpamo-nos por acharmos que tudo foi por nossa causa, chegamos a fingir que está tudo bem, desistimos de lutar por nós e lamentamo-nos pelo porquê do que era não mais voltar a sê-lo… E tudo isto para quê?... Admitamos… Apenas prolongamos o sofrimento porque é o que sobra do passado. Pensamos no que foi, recordamos os sentimentos e revivemos os momentos. Guardamos as fotos, as conversas, os presentes, tudo bem perto de nós. Preservamos as lembranças, as recordações do que fomos, do que sentimos e do que fizemos. De tudo o que temos dessa pessoa. E porquê? … porque recordar é tudo o que nos resta. Porque recordar é reviver a ilusão do sempre … A ilusão que alimentamos quando duas pessoas são uma. Porque recordar é revivê-la uma… e outra… e outra… e outra vez… E então recordamos para nos...

Desabafo

E ali estava ela… A morrer por dentro, todos os pedaços chorando pelo que havia feito… pelo que sabia agora ter sido o maior erro da sua vida… Uma lágrima… duas… três… escorrendo, mas não pelos seus olhos (pois a sua expressão aparentava calma, aparentava aquilo que ela fingia sentir) … Não, o que chorava era o seu coração… inundando-a. Inundando-me de um sentimento que nunca senti. Dor? Mágoa? Arrependimento? ... Não saberia dizê-lo… A única certeza que tinha é que estava infeliz e a culpa disso era minha. E aqui estou eu… A morrer por dentro… Julgando-me, condenando-me… sentindo-me inútil e completamente dispensável… Guardando um sentimento que já não parece importar… por uma pessoa que já não se parece importar… Caindo num abismo… já sem me importar… E no fundo o seu desejo era voltar atrás… Remendar tudo… A sua ambição naquele momento era escrever um grande texto, algo que realmente colocasse a escrito o que lhe ia na alma … e simplesmente não conseguia. Tinha milhares de palavras ...

9 de Setembro de 2006

Como as coisas mudam.. Um dia, o amor, No outro o rancor. Do que não foi e poderia ter sido, De algo que achámos impossível de acabar. … Uma ferida sem sarar… Assim é o namoro. Carinho, preocupação, amizade, atenção Que de um momento para o outro desaparecerão… E porquê? Porque aparece alguém no meio, Um alguém que deita por terra a relação.