Talvez isto..
Acho que é de “bom tom” assinalar esta época festiva com mais uma reflexão (que realmente ninguém lê). O que sabemos nós do que é o Natal? A ideia unânime é que é uma festa realizada todos os anos no início do Inverno, que simboliza (para os cristãos) o nascimento de Jesus, o Filho de Deus. Apregoa-se aos “sete ventos” os “sentimentos natalícios”, a solidarização, o perdão, o amor, etc. Todos os desejos reconfortantes que apenas abrangem os que têm uma vida boa e não aos que (por exemplo) passam fome em África. Aproveitamos a época para dizer que gostamos muito da família, que somos felizes, que queremos paz no mundo (fora as Misses que o dizem todo o ano, nós apenas o repetimos no Natal e na Páscoa), que ambicionamos que todos possam ter uma vida nobre. Depois vêem as campanhas para podermos ajudar quem mais necessita. Que fazemos então? Ao bom estilo “luso-natalício” (não que seja uma característica própria do povo lusitano, mas um defeito globalizado), viramos a cara ou dizemos “não...