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A mostrar mensagens de novembro, 2008
Se lutar por algo cansa, experimenta lutar em vão… Não há melhor sensação que lutar por alguém que também luta por nós. Não há pior sentimento que lutar por alguém, “who doesn’t seem to give a fuck”. É óptimo quando nos sentimos especiais, quando nos fazem sentir bem. É péssimo quando nos desprezam, quando simplesmente não se importam. É tão bom gostar de alguém e ser correspondido. Mas gostar em vão? Convenhamos que é uma perda de tempo. Contudo não deixamos de gostar por isso. Acerca dessa questão tenho uma teoria. O ser humano é (de forma inata) masoquista. Gostamos das pessoas, damo-nos a elas, corre mal, sofremos. Depois voltamos a gostar, tentamos de novo, damo-nos a elas para que o sentimento se torne recíproco. Não corre bem, sofremos. Como diz o bom senso popular, “a m**** é sempre a mesma, as moscas é que variam”. Apesar de todo o masoquismo da tentativa, não aprendemos nem um pouco com o erro e continuamos a (auto)infligir-nos com esta espécie de dor. Escrevemos textos imb...

Diz que é uma espécie de desabafo em poema (tentativa)

“Não, não é cansaço... É uma quantidade de desilusão Que se me entranha na espécie de pensar.” (Fernando Pessoa) Não, não é cansaço… É uma quantidade enorme de querer sem poder, De enfim poder, e depois já não querer. Ambicionar o mundo, implorar o infinito Obter um nada e alcançar um infindo abismo. Mas não, não é cansaço. São apenas lapsos arrebatadores de tentações fundadas em futilidades, Paixões empolgantes por coisa alguma. É à nossa frente um mundo de banalidades. Ansiar o amor ou a paixão Aspirar ao dinheiro ou ao poder, Perdão!, Sem ou’s e se’s, tudo (e não apenas uma coisa) querer. Futilidades. Simples caprichos que se traduzem em necessidades. Arre!, porque não me posso perder em ingenuidades?! Em demandas sonhadoras por finais de filme. Não sei se é demais um “feliz para sempre” desejar. Num mundo assim mesquinho pergunto-me se tal me pode acontecer, Se encontrarei alguém Para isso alcançar. Pelos vistos não. Vou continuar a dar corda a esse comboio A que muitos chamam cora...