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A mostrar mensagens de junho, 2009

Não sabendo, persisto .

Não sei. Talvez porque persisto numa simplicidade complexa. Talvez porque não queira meras filosofias que se encontram na internet. Talvez porque me tente adequar às situações. Às pessoas. Talvez porque apesar disso me mantenho sempre genuinamente “eu”. Talvez porque isso faça “comichão”. Ou porque cause sufocos. Não sei. Sou sincera, não faço a mínima ideia. O “nunca mais” mata por dentro. O “para sempre” alimenta-nos de uma forma incomparável. Mas pior que um “não” é um “talvez quase”. O agridoce. Aquilo que poderia ter sido um muito que se vive “para sempre” mas ao invés de se tornar um “nunca mais” (que nos mataria por dentro mas nos deixaria seguir, seguros que era algo definitivamente acabado), traduz-se num “talvez quase” que jamais se concretizou ou concretiza. É abstracto. Nunca sabemos onde começa e onde acaba. Num “para sempre” temos noção de quando começa e sabemos (teoricamente) que não acaba (normalmente terminando num “nunca mais”). Um “nunca mais” mostra-nos uma definit...

"Quereres"

Quero levitar. Quero o sentimento de leveza que já à tanto não sinto. Não quero as amarras da razão. Os pesos das ilusões que são apenas isso. Quero voar… quero as asas que à muito ninguém me concede. Ou melhor, que me concedem apenas por momentos mas que logo a seguir me tiram, deixando-me a cair. Quero tanto. Quero tanta coisa que às vezes já penso não saber o que é. Engraçado, quero um tanto mas ele apenas depende de uma única pessoa. Quero e não quero. Quero algo, quero tanto, quero alguém. Não quero amarras, não quero pesos, não quero complicações a mais. Tenho tanto a passar na minha cabeça hoje. Quero mas não quero. Sonho. Desejo. Receio. Iludo-me. Desiludo-me. Amarras voluntárias ou liberdade vazia? Não sei. Penso demais confesso. Precisava de alguém que me tirasse todas as certezas. Que abanasse todo o mundo que tenho vindo a construir. Que me envolvesse num abraço e que, com um beijo, apagasse os receios que me corroem e que em mim guardo. Que me desse ilusões mas não me desi...