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A mostrar mensagens de janeiro, 2010

Se calhar sou louca.

Ando completamente saturada deste mundo medíocre, oco, sem qualquer fibra moral e conteúdo, que nos estandardiza a um nada que me sufoca. Que me dá agonias e dores de cabeça. Porque temos todos de ser a fotocópia da estrela de Hollywood que é apenas uma cara bonita? Porque temos que exageradamente ser ocos? Vestir igual e ser iguais? Pensar da mesma forma e seguir os mesmos caminhos sem questionar? Porque é que as diferenças fazem tanta mossa na sociedade? Se somos tão avançados em tanta coisa, porque temos ainda a mentalidade pouco mais evoluída que o homem das cavernas? É frustrante… aliás, revoltante. Como, olhando à nossa volta podemos ver (nesta nossa sociedade de “querer parecer”), que apenas as caras bonitas vingam. Que apenas o que é “normal” (dentro dos parâmetros de uma sociedade “estropiada” pelas aparências) consegue sair à rua dentro da normalidade, sem problemas com gorduras aqui, bulimias ali, dietas loucas da pastilha acolá. Custa viver neste “freak show”. Magoa ser dif...

É curioso ..

Estava eu a estudar microeconomia (que é uma das disciplinas que abomino e à qual só penso é passar, seja como for) quando num dos livros pelo qual estou a rever matéria, me aparece este excerto d' "A Teoria dos Sentimentos Morais" de Adam Smith: "Por mais egoísta que o homem possa ser considerado, existem evidentemente alguns princípios na sua natureza que o fazem interessar-se pela sorte dos outros, e que tornam a sua felicidade dependente destes últimos, embora não lhe advenha qualquer proveito, para além do prazer de ver o outro feliz. Deste tipo é a piedade ou compaixão, a emoção que sentimos quando confrontados com a desgraça dos outros, quando a presenciamos ou damos conta dela de uma forma muito real. Que muitas vezes sentimos mágoa causada pela tristeza dos outros, é uma questão óbvia para necessitar de qualquer tipo de prova; pois este sentimento, tal como qualquer outra das paixões primitivas da natureza humana, não é de maneira nenhuma confinado aos virtu...

Cacos

Algo que ficou para trás. A ingenuidade do ser. O querer dar. O ter com sentir. Mais uma vez o digo, não sei… e dói. Mesmo achando que passou, que já está quase a passar, deixou a marca. Continua tudo lá. Quando tentamos seguir, torna-se claro… estamos presos ainda. Por muito felizes e desprendidos que possamos querer parecer. Magoa, apesar do sorriso, do querer e parecer bem. Sem nos darmos conta. Todos os dias vem aquela saudade… quando nos sentimos incapazes do sentir como antes, porque foi tudo abruptamente acabado. Porque não um pré-aviso de queda? Não faz com que doa menos, mas ajuda a prepararmo-nos. E era se calhar tão mais fácil. E é nestes dias que compreendo. Não estou mais forte, estou apenas iludida. Com o quê, não saberia dizer, mas estou. Somos seres estranhos… preferimos criar ilusões a enfrentar realidades. A achar tudo já tão facilmente distante. Porém as memórias ficam. Do que sentimos, do que ouvimos, do que dissemos… dos momentos e de tudo por que passámos. E mesmo...