Distress Call
Ela talvez soubesse. Do pouco que tinha e da culpa disso. Mas sabia tambem do quanto tentara até aquele ponto, e do nada que tinha obtido. Das tentativas de mudança constantes e do nada que tinha conseguido no fim. Mudava é certo, mas não na direcção certa. Uma, outra e muitas vezes.. Desiludida. Cansada. Profundamente apática. Aparentemente sem forças para mais... e sem o apoio que ela mais queria ter. Só palavras de desânimo, de desespero, de desprezo. Tudo oposto ao que ela precisava. Bastava um “força, tu consegues.”, “acredito em ti.”, “és uma lutadora...” ou um simples “parabéns” sem ser em época de aniversário. Não saberia ela dizer porquê. Já pensara milhares de vezes e cada vez se sentia mais perdida. Cada vez mais exausta de remar num mar que não lhe dava tréguas, com tempestades constantes. Custa. Dói mesmo muito. Tentando ser tudo. Tentando alcançar o tudo a que nos propomos. E um grande nada... over and over again. Não conhece ela algo tão altamente frustrante como uma ten...