Escuta
Era uma vez um dia. Ou talvez mais… Um mês? Um ano? Não o sei dizer. Há dias que parecem meses e momentos que parecem segundos. Era uma vez uma história de amor. Um pensamento. Uma lágrima. Uma dor. Um sentimento. Momentos, todos eles. Não o sei dizer. Tudo é uma amálgama de sentir que se perde na nossa definição física de tempo. Aquela que nos ensinam na escola, mas que só sentimos na impaciência da rotina. Era talvez um momento da noite. Importante. Eu e os meus pensamentos em frente ao computador. Num momento em que algo se quer. Clareza talvez… não lhe chamo paz de espírito, porque disso sou céptica. Momentos em que queremos algo. Não alguém (vou frisar). A-L-G-O. Abstracto sim, mas altamente definitório. Não sei. Tudo é hoje em dia algo que nos escapa. Não há vida palpável e realmente sentida. Não há momentos de significância para nós. Há o que nos dão. Tempo… aquele da escola. Ou que é curto, ou que nunca mais acaba. E o nosso tempo? Os nossos momentos? Onde estão? Onde param aqu...