E amanhã não seremos o que fomos / nem o que somos
Em quantas partes se parte o coração de alguém? Quanta quebra aguenta uma alma? Quantas vezes nos conseguimos levantar? Depois de uma queda? De duas? De três? Não sei quantificar. Sei que todos, sem excepção, somos masoquistas. Tentamos. Tentamos de novo. Tal como Einstein dizia ser a definição da loucura. Tentar sempre da mesma forma, esperando um resultado diferente… E uma outra vez. Vá, só mais esta. Pronto, prometo que esta sim é a última… um ciclo vicioso. Chega disso. Há um tempo para lutar, um para esperar e outro para desistir. E as duas primeiras etapas do circuito estão à já muito pedaladas. Chega um momento em que é salutar que compreendamos isto mesmo. Que chegado o momento, há que arrumar as botas. Há que arranjar uma nova camisola favorita. Um novo rumo. Somos masoquistas. Disso não há dúvidas. E como se tal não bastasse, somos totalmente avessos às mudanças. Elas assustam-nos, tanto como o desconhecido. Tanto como o bicho papão que sempre imaginámos deba...