Diz que é uma espécie de desabafo em poema (tentativa)

“Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.” (Fernando Pessoa)

Não, não é cansaço…
É uma quantidade enorme de querer sem poder,
De enfim poder, e depois já não querer.
Ambicionar o mundo, implorar o infinito
Obter um nada e alcançar um infindo abismo.
Mas não, não é cansaço.
São apenas lapsos arrebatadores de tentações fundadas em futilidades,
Paixões empolgantes por coisa alguma.
É à nossa frente um mundo de banalidades.

Ansiar o amor ou a paixão
Aspirar ao dinheiro ou ao poder,
Perdão!,
Sem ou’s e se’s, tudo (e não apenas uma coisa) querer.

Futilidades.
Simples caprichos que se traduzem em necessidades.

Arre!, porque não me posso perder em ingenuidades?!
Em demandas sonhadoras por finais de filme.
Não sei se é demais um “feliz para sempre” desejar.
Num mundo assim mesquinho pergunto-me se tal me pode acontecer,
Se encontrarei alguém
Para isso alcançar.

Pelos vistos não.
Vou continuar a dar corda a esse comboio
A que muitos chamam coração.

Mas, meu amigo… não, não é cansaço.
É apenas uma quantidade de desilusão
Que se entranhou em mim e na minha maneira de pensar.
Sentir paixão?
Sinta o ingénuo que a cobiçar!

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