Stop!

Afasta-te. Possivelmente perto de mim não estarás a salvo. Estou a pensar alugar uma gruta para ir morar. Aí serei feliz! Longe de quem possa magoar, longe de quem se possa interessar. As plantas não amam, as pedras não sofrem, os rios não se cativam por mim. À terra eu não magoaria senão quando nela piso. Como aparentemente pareço fazer hoje em dia (pelo que dizem).

Afasta-te. Pela tua sanidade mental. Pelo teu coração. Pela tua vida. Se a estimas, afasta-te.
Não mereço a pena, não valho o esforço.

As pedras não sofrem? Correcção. Sofrem. Eu pelo menos não me sinto bem agora.
O gelo derrete? Depende do coração.
Os impossíveis existem? Depende do carácter.
A distância ajuda? Acredito francamente que não.
O tempo cura? Só se for a gripe. Não o vejo remediar nada mais.

Afasta-te. É o melhor conselho que te poderei dar. Porque pareço um íman e tenho sempre tendência a (mesmo que involuntariamente) magoar todas as pessoas que de mim se aproximam, afastando-as de mim, ainda que tal não ambicione.

“Tempo”, se me estiveres a ouvir, diz qualquer coisa. Temos de conversar.

E se estimas o que és, afasta-te. Não te quero magoar também a ti.
(Não mereço esse esforço.)

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