Reflexos de apatia
À muito que não escrevo. Talvez por isso esteja há mais de meia hora com uma página em branco diante de mim. Quero escrever algo que me liberte, que me ajude a chorar as lágrimas cá dentro, porque as lágrimas “exteriores” não parecem querer sair… a bem dizer, parecem nem já existir.
A minha terapia preferida parece não ter o efeito que desejava. Cheguei a um ponto em que me pareço tornar repetitiva… e porquê? Chama-se tédio, rotina, falta de uma “lufada de ar fresco”. Falta de algo que realmente me faça querer lutar com todas as minhas forças, à parte de todos os sonhos e planos futuros que tenho projectados para mim. Esses apenas me fazem continuar a crescer e a programar os meus passos. Preciso de algo que me envolva, que me ultrapasse, que não me deixe nesta aparente apatia em que a minha vida se tornou.
Talvez amor? Não sei. Sou, hoje em dia, céptica relativamente a esse sentimento. Já o vivi, ou pelo menos assim penso. Mas agora estou diferente, vejo o mundo de forma distinta. Neste mundo que reproduzo, o amor toma parte integrante nos meus sonhos, mas é muito improvável na dimensão prática.
Talvez não amor.
Talvez mudança? I have no ideia. Sou, actualmente, uma das maiores apoiantes deste “movimento”. Quero chegar a um ponto em que me sinta verdadeiramente bem, e isso terá de se dever à “metamorfose” que planeio para mim e para a minha vida. Neste mundo que reflicto, a mudança é parte essencial. Dependendo apenas da minha vontade (que é imensa).
Talvez mudança, quem sabe…
Talvez estabilidade? Possivelmente. Sou uma das maiores cientistas para encontrar a sua fórmula. Quero realmente chegar a um ponto em que me possa afirmar bem. Neste mundo que planeio, a estabilidade é a minha base.
Sei que ela depende (de entre muitas outras coisas) do amor e da mudança. Da capacidade de todos e cada um de os aliar, de os completar com luta, perseverança, inteligência, perdão, e acima de tudo, uma capacidade indestrutível de ter esperança. Porque uma vez sem nada que esperar, todo o amor e toda a mudança perdem sentido.
Sim, talvez estabilidade. Quem sabe.
Não uma estabilidade rotineira, de hábitos. Mas sim uma estabilidade baseada numa conjugação de factores, de sentimentos, de sensações. Uma “estabilidade agitada”. Em que aprendo a lidar com sentimentos (como o amor ou a amizade), com factores como a minha aprendizagem, os meus planos para o futuro (que, como a todos nós, se afigura brilhante) e com sensações. A brisa, o sol, uma gargalhada, uma música.
Uma estabilidade que me permita ser cada vez mais eu. Cada vez mais o tudo que desejo ser.
Talvez não (apenas) o amor. Talvez não (só) a mudança. Talvez sim uma estabilidade que me acompanhe nos momentos de amor, de mudança, de luta, de esperança.
(Talvez por isso estivesse à mais de meia hora sem saber o que escrever. Os meus sentidos foram, aparentemente, toldados pela apatia que disciplinou os meus últimos dias.)
... (E até as lágrimas de dentro deixaram de correr.)
E depois de todo o tempo em que não escrevi e da meia hora com a página em branco é apenas isto.
… But I’m good, I’m gonna be alright.
A minha terapia preferida parece não ter o efeito que desejava. Cheguei a um ponto em que me pareço tornar repetitiva… e porquê? Chama-se tédio, rotina, falta de uma “lufada de ar fresco”. Falta de algo que realmente me faça querer lutar com todas as minhas forças, à parte de todos os sonhos e planos futuros que tenho projectados para mim. Esses apenas me fazem continuar a crescer e a programar os meus passos. Preciso de algo que me envolva, que me ultrapasse, que não me deixe nesta aparente apatia em que a minha vida se tornou.
Talvez amor? Não sei. Sou, hoje em dia, céptica relativamente a esse sentimento. Já o vivi, ou pelo menos assim penso. Mas agora estou diferente, vejo o mundo de forma distinta. Neste mundo que reproduzo, o amor toma parte integrante nos meus sonhos, mas é muito improvável na dimensão prática.
Talvez não amor.
Talvez mudança? I have no ideia. Sou, actualmente, uma das maiores apoiantes deste “movimento”. Quero chegar a um ponto em que me sinta verdadeiramente bem, e isso terá de se dever à “metamorfose” que planeio para mim e para a minha vida. Neste mundo que reflicto, a mudança é parte essencial. Dependendo apenas da minha vontade (que é imensa).
Talvez mudança, quem sabe…
Talvez estabilidade? Possivelmente. Sou uma das maiores cientistas para encontrar a sua fórmula. Quero realmente chegar a um ponto em que me possa afirmar bem. Neste mundo que planeio, a estabilidade é a minha base.
Sei que ela depende (de entre muitas outras coisas) do amor e da mudança. Da capacidade de todos e cada um de os aliar, de os completar com luta, perseverança, inteligência, perdão, e acima de tudo, uma capacidade indestrutível de ter esperança. Porque uma vez sem nada que esperar, todo o amor e toda a mudança perdem sentido.
Sim, talvez estabilidade. Quem sabe.
Não uma estabilidade rotineira, de hábitos. Mas sim uma estabilidade baseada numa conjugação de factores, de sentimentos, de sensações. Uma “estabilidade agitada”. Em que aprendo a lidar com sentimentos (como o amor ou a amizade), com factores como a minha aprendizagem, os meus planos para o futuro (que, como a todos nós, se afigura brilhante) e com sensações. A brisa, o sol, uma gargalhada, uma música.
Uma estabilidade que me permita ser cada vez mais eu. Cada vez mais o tudo que desejo ser.
Talvez não (apenas) o amor. Talvez não (só) a mudança. Talvez sim uma estabilidade que me acompanhe nos momentos de amor, de mudança, de luta, de esperança.
(Talvez por isso estivesse à mais de meia hora sem saber o que escrever. Os meus sentidos foram, aparentemente, toldados pela apatia que disciplinou os meus últimos dias.)
... (E até as lágrimas de dentro deixaram de correr.)
E depois de todo o tempo em que não escrevi e da meia hora com a página em branco é apenas isto.
… But I’m good, I’m gonna be alright.
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