I dreamed a dream .

Muito tempo de espera até aparecer uma palavra. Algumas vozes que me sussurram que devo fazê-lo para acalmar a sensação. E bastantes dúvidas se realmente isto me ajuda…

Julgo-me bem. Sou sincera quando digo que há muito não sentia tal paz. Mas falta sempre algo. Falta algo porque não me dou, porque julgo sempre não conseguir fazê-lo. Continuo com muito por dizer. Porém pô-lo a escrito torna-se tão desprovido de sentido, já tão rotineiro que não sei sequer se ainda vale a pena.


Aquilo que sinto não é mais o meu mundo. Mudei de órbita sem me aperceber, girando de forma diferente. Se me perdi? Por momentos. Se me reencontrei? Nem por sonhos.

Posso estar a perder algo essencial na minha vida, no meu próprio presente (porque hoje em dia não me permito idealizar). Gostava de me lançar a algo genuinamente. De ainda conservar toda uma ingenuidade que me faria agir sem matutar excessivamente. Eu não complico, eu racionalizo (e quando penso nisto, sinto-me tão estúpida… como posso eu explicar-me com a mesma razão que acabei de negar?).


Secretamente sou apenas uma rapariga à procura de um toque, de um olhar… de um sinal. À espera que um mundo se cruze com o meu. Um mundo que me arrebate, que me ultrapasse.
Quero emendar o que me falha. Tento todos os dias olhar em redor e inspirar toda a experiência que à minha frente descubro. Se eu acreditar que não me perdi, poderei afinal encontrar-me completa? Como a borboleta que sai do casulo com todas as suas fulgurantes cores, pronta para encarar todo um mundo velho com uma visão totalmente nova.

Sinto-me usada pelo mundo. Preciso de uma sensação que me faça sair do casulo e, no entanto, quando algo que a tal se assemelhe se aproxima de mim, apenas reajo com jogos e afastamentos. Justificações convenientes para um cobarde com receio de voltar a sofrer.

Sou aquilo que me rodeia, e sinto que o mundo me quer mudar.
Tenho medo de me voltar a dar ao amor, porque ele traz sempre mais do que espero. Porque não é lógico e previsível. Porque nos enche de expectativas infundadas e ilusões em estado puro. Quero emendar o que me falha.
E porque exijo sempre demais, desemboco em jogos e esquemas.


E no final o que fica? (o mesmo de sempre).
Eu. Sozinha, sentindo o mundo mudar-me.




… E as vozes continuam a insistir para que não pare. E as palavras escasseiam. E as dúvidas? ... Essas mantêm-se. …

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