"Quereres"

Quero levitar. Quero o sentimento de leveza que já à tanto não sinto. Não quero as amarras da razão. Os pesos das ilusões que são apenas isso.

Quero voar… quero as asas que à muito ninguém me concede. Ou melhor, que me concedem apenas por momentos mas que logo a seguir me tiram, deixando-me a cair.

Quero tanto. Quero tanta coisa que às vezes já penso não saber o que é. Engraçado, quero um tanto mas ele apenas depende de uma única pessoa.

Quero e não quero. Quero algo, quero tanto, quero alguém. Não quero amarras, não quero pesos, não quero complicações a mais.


Tenho tanto a passar na minha cabeça hoje. Quero mas não quero. Sonho. Desejo. Receio. Iludo-me. Desiludo-me. Amarras voluntárias ou liberdade vazia?

Não sei. Penso demais confesso. Precisava de alguém que me tirasse todas as certezas. Que abanasse todo o mundo que tenho vindo a construir. Que me envolvesse num abraço e que, com um beijo, apagasse os receios que me corroem e que em mim guardo. Que me desse ilusões mas não me desiludisse. Talvez alguém a quem dar a minha liberdade, preenchendo-a com o que me falta.



... Só queria levitar. Será pedir demais?


Por uma vez não pensar. Não “mega-racionalizar” algo ate à exaustão. Lançar-me simplesmente. Vencer a gravidade. Lutar por algo. Ser correspondida. Partilhar. Gostar.
Quero alguém que me prove que ainda conservo alguma ponta de ingenuidade… como antes.

Se sou idealista? Talvez ainda um pouco esteja em mim. Se não o fosse ainda não estaria debruçada sobre esta “tese”. Se não fosse ainda um pouco sonhadora, não pediria tal coisa. Não sonharia tal coisa com tamanha firmeza.



No fundo, sou uma idealista com um toque de aprendizagem.






... Será que “quero”demais?

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