S.O.S.

Porque não nos acostumamos a que doa sempre que a realidade cai sobre nós?

Depois das ilusões. Das constantes quedas… depois de tudo. E do tudo que volta a acontecer. Sob diferentes faces, diferentes factos, diferentes experiências. Mas iguais resultados. Porquê? Era tudo tão mais simples, tão mais prático, tão mais fácil. Tão mais económico.

Sim, porque estamos em crise… Poupavam-se as lágrimas, os lenços, a luz (das noites que passamos acordados quando nada nos parece correr bem). Poupa-se a comida, os sapatos, a roupa dura mais tempo lavada… porque a vontade de sair diminui, porque a vontade de comer… desaparece. Era uma excelente poupança!

… Devíamos nascer com um botão de racionalidade instantânea incorporado. “On”, somos fortes e tudo nos parece fácil de lidar. “Off”, estamos sem defesas. Para nos dar a alguém sem receios, sem racionalismos de bolso. Sem avarias possíveis. Seria tudo tão facilmente ultrapassável.

Mas não é. Somos humanos. Míseras criaturas com tendência a complicar até a coisa mais simples. Aquilo que devia ser tão somente contemplado, e não explicado. Não hiper-racionalizado ou “mega-cientificado” até à exaustão. Um pôr-do-sol é isso mesmo, uma maravilha da natureza a saborear sozinho ou a dois. Não queremos saber se é o resultado do movimento de translação do astro Terra à volta da estrela Sol, no Sistema Solar. Um beijo, o amor, são apenas e só isso, realidades a desfrutar. Não exigimos que se diga que são reacções químicas que envolvem as hormonas H ou T, que libertam feromonas e tudo o mais.

São o que são. Nunca precisámos de dissecar conceitos para os ver. Não precisamos, muito menos, de dissecar sentimentos para os sentir.


Porque é que então, ao colocarem o amor ao nível de uma droga, não se criam centros de reabilitação para “pessoas a quem a droga amor não fez bem ou fez bem demais e depois perderam o objecto da dependência, a “seringa” ”? Ou um remédio, um antibiótico para matar o “vírus”. Há tanta gente a sofrer de maus amores como o há dependentes de algum narcótico. E era tão mais simples.

Se somos tão evoluídos, arranjem então uma solução para isto.


Estou farta que doa. Estou farta de racionalismos. De ilusões. De desilusões. “Enfiem-me” simplesmente num centro de qualquer coisa. Injectem-me tudo o que me ajude a não pensar. A não magoar mais…



Chega… Não quero mais isto…

Alguém me ajude…

Comentários

Mensagens populares deste blogue

On my own

Personal

Isso.