Há dias assim

A vida tem algo de perfeitamente misterioso. De uma eterna e perene interrogação. O porquê.

Temos de saber conviver com isso. Não (super)analisar.. Não querer explicações de tudo.

Eu não o desejo. Só quero oportunidades. Posso até reflectir sobre estas questões a que tantos filósofos deram anos da sua vida para entender. Mas no fundo só quero hipóteses de entender o significado da vida, não por pensar demais sobre ela, mas por vivê-la.

Pela brisa, pelos sorrisos, as gargalhadas, o mar, a terra, pelas pessoas, por todos os sentimentos nobres que o ser humano guarda. Por tudo o que nos faz únicos.

Temos de saber experienciar tudo isto. Saber saborear. Ao contrário do que já tinha dito noutro texto, a vida só pede para ser sentida uma única vez. Tornemo-la memorável.

Somos seres extraordinários. Temos toda uma vida para nos definirmos, saborear um tudo, redefinirmo-nos e experienciar mais um pouco. E tantas vezes o desperdiçamos. Por uma rotina, por pensar demais nos porquê’s, como’s e quando’s, por ilusões de felicidade ou por modos de vida estandardizados. Que perda de tempo. Aliás, de vida.

Forcemos tudo o que queremos. Lutemos por tudo o que sonhamos. Tentemos em tudo. Ponhamos o nosso coração em cada situação a que nos damos. Mesmo que nos digam que é impossível.

Felizes aqueles que resistem a um ignorante, mostrando-se acima de rotinas, hábitos, futilidades e opiniões standard de uma civilização que caiu no erro de se deixar igualizar.

Uma civilização individualista. Não por ser cada um por si, mas porque nos assemelhamos todos ao mesmo. À mesma pessoa fútil que sobrevive de uma rotina de trabalho e de aparências. E de dinheiro. (como me podia esquecer!)

Esse novo “deus” a quem todos seguem. Medíocre e frio. Que faz o homem descer ao nível do animal, ao lutar mesquinhamente por um pedaço dele. Sim, é preciso. Mas há um limite de decência que muitas vezes é esquecido. E lá vêm as perguntas irrespondíveis. Para quê? Porquê?



Somos como sempre disse, seres propensos à genialidade. Porque nos perdemos em futilidades sem sentido? Quando temos toda uma dádiva para saborear… quando temos tanto, mas tanto por apreciar e por aprender? Perdemos mais do que conquistamos no “xeque-mate”.

“Mais cego é aquele que não quer ver.”

E esta é, definitivamente, uma das maiores verdades da vida.




Vive, saboreia a vida, aprecia todos os momentos. Com os filhos, os pais, os avós, amigos, inimigos, retira sempre algo positivo de tudo. E nada é para sempre. Vivamos com o mínimo indispensável de interrogações.

Façamos da nossa vida uma caminhada de passadeira vermelha, não apenas um passeio pelo jardim. Tornemos tudo ao que nos damos em algo notável.

E aí sim, poderemos dizer que valeu a pena…


E o porquê? Deixemo-lo para quem não quiser aceitar a dádiva.

Comentários

Filipe disse…
O significado da vida...

Para mim a melhor resposta que encontrei foi a de Kafka:

"The meaning of life is that it ends."

A partir desse ponto,basta extrapolar como queremos passar ate que este que tempo acabe.

Se em convívio com a família e amigos, se em batalhas constantes contra velhos e novos inimigos.

evito as questões existenciais, qualquer resposta apenas levanta mais questões, e já muito sono foi perdido a pensar nisso...

hoje penso em outras coisas, coisas verdadeiramente importantes!

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