É curioso ..
Estava eu a estudar microeconomia (que é uma das disciplinas que abomino e à qual só penso é passar, seja como for) quando num dos livros pelo qual estou a rever matéria, me aparece este excerto d' "A Teoria dos Sentimentos Morais" de Adam Smith:
"Por mais egoísta que o homem possa ser considerado, existem evidentemente alguns princípios na sua natureza que o fazem interessar-se pela sorte dos outros, e que tornam a sua felicidade dependente destes últimos, embora não lhe advenha qualquer proveito, para além do prazer de ver o outro feliz. Deste tipo é a piedade ou compaixão, a emoção que sentimos quando confrontados com a desgraça dos outros, quando a presenciamos ou damos conta dela de uma forma muito real. Que muitas vezes sentimos mágoa causada pela tristeza dos outros, é uma questão óbvia para necessitar de qualquer tipo de prova; pois este sentimento, tal como qualquer outra das paixões primitivas da natureza humana, não é de maneira nenhuma confinado aos virtuosos e compassivos, embora talvez estes o possam sentir com mais intensidade. O maior rufião, o mais brutal dos violadores das leis da sociedade, não fica fora do alcance deste princípio."
Nunca pensei que a microeconomia tivesse tanto de sentimental e poético.
Há coisas fantásticas, não há?
"Por mais egoísta que o homem possa ser considerado, existem evidentemente alguns princípios na sua natureza que o fazem interessar-se pela sorte dos outros, e que tornam a sua felicidade dependente destes últimos, embora não lhe advenha qualquer proveito, para além do prazer de ver o outro feliz. Deste tipo é a piedade ou compaixão, a emoção que sentimos quando confrontados com a desgraça dos outros, quando a presenciamos ou damos conta dela de uma forma muito real. Que muitas vezes sentimos mágoa causada pela tristeza dos outros, é uma questão óbvia para necessitar de qualquer tipo de prova; pois este sentimento, tal como qualquer outra das paixões primitivas da natureza humana, não é de maneira nenhuma confinado aos virtuosos e compassivos, embora talvez estes o possam sentir com mais intensidade. O maior rufião, o mais brutal dos violadores das leis da sociedade, não fica fora do alcance deste princípio."
Nunca pensei que a microeconomia tivesse tanto de sentimental e poético.
Há coisas fantásticas, não há?
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