Porque gira o mundo assim?
Debrucei-me em tempos sobre uma questão que me inquietava a alma. Porquê? Não o porquê dos peixes serem do mar e nós, humanos (diria racionais mas não queria ser tão optimista assim), termos um polegar oponível ou um cérebro que evoluiu tanto ao ponto de inventar óptimas coisas para destruir a nossa essência. Não. O porquê. Puro e simples. Não o vago e ilusório que guia as crianças na descoberta do que há em volta delas. Ou mesmo do homem adulto, que tal como a criança, nunca satisfaz no todo a sua necessidade de respostas.
O meu porquê centra-se em algo tão banal, um lugar-comum na nossa vida, que tomamos como usual e moralmente cultural. Porquê a existência de expectativas? Porquê a expectativa que deixamos recair sobre nós? Vinda dos pais, familiares próximos ou não tanto, amigos, colegas, chefes, patrões, compinchas, bla bla bla. Porquê, e acima de tudo, para quê?
Serão semelhantes interrogações? Não mo parecem. Porquê tentar responder ao que os outros querem ou esperam de nós? Se isso nos faz perder o que tão-somente somos – únicos. As expectativas estandardizam uma sociedade já de si estropiada por outros apelidados “valores morais”. As expectativas fazem um jovem genialmente dotado para a música seguir um percurso de vida delineado pelas suas mais directas influências. Percurso esse altamente técnico, rudimentar e nada satisfatório. Quando o que ele apenas queria era tocar piano.
As expectativas matam sonhos e grandes ambições. Criam rótulos e absurdos mal-entendidos.
“- Mãe, - diz o menino de 5 anos de olhar sonhador – quando crescer quero ser músico. Ou dançarino. Quero ajudar o mundo a ser melhor! Quero animar as pessoas todas!
- Oh meu querido, tens é de ir às aulas e estudar muito para seres muito inteligente e ganhares muito dinheiro.
- Mas mãe… porquê?”
Sim, porquê? Porque tem de agradar aos pais com uma vida por eles projectada e cheia de dinheiro quando, no fundo, está a fugir ao que queria para ele? Porquê querer agradar quando o que obtém é apenas uma vida soturna, cinzenta em que seria apenas mais um peão stressado a correr para um trabalho que não quer ou não lhe agrada. Em que recebe bom dinheiro mas no qual só é feliz nas férias, quando tem tempo para tocar e viajar para aprender mais sobre a arte? Ele só queria tocar piano, e era realmente bom nisso.
Quantos génios para si mesmos ficam no armário em nome dessas tão grandes e ridículas expectativas? Quantos Mozart’s, Picasso’s e Van Gogh’s morreram anónimos por elas?
Para quê expectativas?
Para crescer, sem dúvida. Expectativas tenhamo-las sim, mas em nós mesmos e nas nossas acções. Criemos nós os nossos limites e coloquemos nós as nossas fasquias. Não nos preocupemos em desiludir os outros, mas sim em agradarmos a nós mesmos.
...
Porque ele só queria tocar piano. E, ao fim desse tempo de vida medíocre e triste, abandonou as expectativas que sobre ele recaíam, e tocou. Para pequenos grupos… depois para um pouco mais… e no final, para multidões. E aí foi feliz. Chorou sorrindo. Tocando piano.
Porque ele só queria tocar piano. E nisso, superou todas as suas expectativas.
O meu porquê centra-se em algo tão banal, um lugar-comum na nossa vida, que tomamos como usual e moralmente cultural. Porquê a existência de expectativas? Porquê a expectativa que deixamos recair sobre nós? Vinda dos pais, familiares próximos ou não tanto, amigos, colegas, chefes, patrões, compinchas, bla bla bla. Porquê, e acima de tudo, para quê?
Serão semelhantes interrogações? Não mo parecem. Porquê tentar responder ao que os outros querem ou esperam de nós? Se isso nos faz perder o que tão-somente somos – únicos. As expectativas estandardizam uma sociedade já de si estropiada por outros apelidados “valores morais”. As expectativas fazem um jovem genialmente dotado para a música seguir um percurso de vida delineado pelas suas mais directas influências. Percurso esse altamente técnico, rudimentar e nada satisfatório. Quando o que ele apenas queria era tocar piano.
As expectativas matam sonhos e grandes ambições. Criam rótulos e absurdos mal-entendidos.
“- Mãe, - diz o menino de 5 anos de olhar sonhador – quando crescer quero ser músico. Ou dançarino. Quero ajudar o mundo a ser melhor! Quero animar as pessoas todas!
- Oh meu querido, tens é de ir às aulas e estudar muito para seres muito inteligente e ganhares muito dinheiro.
- Mas mãe… porquê?”
Sim, porquê? Porque tem de agradar aos pais com uma vida por eles projectada e cheia de dinheiro quando, no fundo, está a fugir ao que queria para ele? Porquê querer agradar quando o que obtém é apenas uma vida soturna, cinzenta em que seria apenas mais um peão stressado a correr para um trabalho que não quer ou não lhe agrada. Em que recebe bom dinheiro mas no qual só é feliz nas férias, quando tem tempo para tocar e viajar para aprender mais sobre a arte? Ele só queria tocar piano, e era realmente bom nisso.
Quantos génios para si mesmos ficam no armário em nome dessas tão grandes e ridículas expectativas? Quantos Mozart’s, Picasso’s e Van Gogh’s morreram anónimos por elas?
Para quê expectativas?
Para crescer, sem dúvida. Expectativas tenhamo-las sim, mas em nós mesmos e nas nossas acções. Criemos nós os nossos limites e coloquemos nós as nossas fasquias. Não nos preocupemos em desiludir os outros, mas sim em agradarmos a nós mesmos.
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Porque ele só queria tocar piano. E, ao fim desse tempo de vida medíocre e triste, abandonou as expectativas que sobre ele recaíam, e tocou. Para pequenos grupos… depois para um pouco mais… e no final, para multidões. E aí foi feliz. Chorou sorrindo. Tocando piano.
Porque ele só queria tocar piano. E nisso, superou todas as suas expectativas.
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