When you feel so tired but you can't sleep

Preciso de falar contigo. Daquela tua palavra que reconforta, que ajuda… sim, a tua. Preciso que me ouças e não que fales também. Que ouças atentamente os desvarios da minh’alma. Não sei o que quero. Não sei o que fazer. Sou o peão que gira sem fim sobre si mesmo. Sou um rato engaiolado às voltas numa roda que não parece querer abrandar. Voltas e mais voltas. O que sou? O que faço? Preciso de falar contigo. Tu que não estas aqui nem aí. Tu que não estás. Talvez por culpa minha ou tua. Talvez por culpa de ambos. Talvez por culpa da vida. Voltas e mais voltas. O mundo que não pára. Ou será a minha cabeça?
Preciso. Quero. E não sei. Bolas! Mais a vida que é chata, arrogante e acha-se no direito de nos virar do avesso! Irra!
Preciso de falar contigo. Tu que és o amigo que não tenho e o apoio que não encontro. Arrasto-me neste andar trôpego e sem meta. Às cegas e apalpões apenas para poder enxergar algo que a certo se assemelhe. Que a seguro se pareça. Preciso de ti. Da tua palavra que tanta falta me faz como uma tarde de sossego comigo mesma. Ou do teu apoio que tanto me falta como opções seguras ou decisões acertadas.

Preciso de discorrer teorias catastróficas pessoais e filosofar sobre hipotéticas derivadas de um sentido de caos que paira sobre mim. Preciso de ser ouvida. Basta de palavras bonitas e de anuir a algo que não se entende. Quero ser compreendida e não aceito menos que isso.
Estou num beco sem saída. Caí. A única entrada possível está aparentemente vedada. O que sou? O que faço? Voltas e mais voltas. Preciso de falar contigo, como o peão precisa de parar, e o rato de ser livre.


Joana, 4 de Novembro de 2011

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