Expectation ...

Dizem que há limites para tudo.
Começo seriamente a pensar que não.
Que dizer dos limites da estupidez? ou dos da cegueira "auto-infligida"? Ou como alguns lhe chamam "os males de amor".

Não entendo. Como alguém pode ser tão pouco de si para aceitar sobras de afecto de outrém. Ainda por cima essas sobras que têm tendência a vir com espinhos. Provocam ligeiras indigestões de carácter e leves incómodos de humor.
É que ninguém merece.
Ninguém merece e ainda assim, muitos o aceitam. Por pouco, por qualquer raspa, damos mais do que era preciso. Raspas. Sobras.

Julgamos assim tão pouco de cada um de nós para nos sujeitarmos ao que sabemos ser menos do que aquilo que claramente merecemos?
Chateia. E de certa forma, sufoca.

"Migalhas também é pão!", dizem os antigos. E sim são. E convenhamos, pouco ou nada alimentam.
Estamos nós preparados então para sobreviver delas? Das malfadadas migalhas? Das sobras que nos chegam (a custo) às mãos?
Estamos dispostos realmente a sobreviver dos restos dos outros?

Eu confesso que não. Começo a achar preferível morrer por falta de um todo, do que sobreviver com meras migalhinhas.

Essas sobras de afecto.
Nocivas ao corpo.
Tóxicas ao coração.

Comentários

Nebril disse…
Profundo e actual, como sempre :) x

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