Desarranjos d'alma


Provavelmente porque sozinha. Saudades talvez. Vários poderiam e seriam possivelmente os motivos. Para apenas o ver, ouvir a sua voz, sentir a sua presença mesmo que um pouco ao longe. Ela às tantas não sabia. Só se apercebeu ao chegar lá. Quando tentou chegar a ele e esbarrou num muro de indiferença. Quando se tentou aproximar e apenas constatou que não valia a pena.
Oh ironia das ironias. Ela e uma estrutura de vidro. Frente a frente. Algo tão delicado a separá-la do que ela mais desejava. Ali, mesmo ao lado, no mero espaço de um palmo.

Talvez já sabendo ser em vão, ainda assim tentando.
Talvez já antecipando a ilusão (a desilusão, aliás), e ainda assim querendo.

Possivelmente porque sozinha, ela tentou. Decidiu por uma vez não se conformar com um “se”. E porque saudades talvez, ela lutou. Ela luta. Possivelmente por amor…
Os motivos são fúteis quando se sente. Não há acções que pareçam sem razão, quando da razão não se trata. Oh sentimento do diabo!

Possivelmente porque motivos são ocos no seu “estado”, e porque ela o quer… ela luta todos os dias, por mais um pouco. Por mais um pedacinho dele... Do sentimento, pois claro.
Porque lutar sem motivos soa a loucura, e possivelmente pelas saudades, ali estava ela.

Motivada e estúpida e loucamente apaixonada.

Comentários

Carlos Cotter disse…
A tua escrita tem evoluído bem.
Parabéns!
Anónimo disse…
Adoro a maneira como escreves.

Es Incrivel querida...

Tenho tantas saudades tuas. Porta te bem rapariga :D

Mensagens populares deste blogue

On my own

Personal

Isso.