I need a roadtrip


Onde estás meu amor?
Julgo saber-te em parte incerta, longe de mim e do meu paralelo. Longe do tudo que te posso dar. E quero. Julgo saber-te completo e longínquo. Sei-te temporário e ávido de momentos.
Sei-te em tudo e todo.


Onde foste ficar?

Sei-te longe de mim. E sei querer-te mais próximo. E é por te saber longe, mas sabê-lo em plena consciência, que tudo se me assoma como confuso e trôpego. Os dias que passam lentamente com apenas um pensamento profundo em mente. Sei-te meu, mesmo que não o sejas, porque sem o seres ou saberes já o és… Ou foste pelo menos. Sinto-me só. Sinto frio. Falta sempre algo quando não estás perto e isso soa a um cliché estupidamente corriqueiro. Sinto-me parva por muitas das vezes sentir-te como sinto. Não, não é amar, porque isso é algo de ininteligível para mim. Mas é um carinho, um querer, algo altruísta e sem compromissos. À boa moda da Mãe Natureza. Livre e espontâneo, como só ela o sabe ser. Não só ela. Talvez também o amor, se nessa dimensão conceitual da tua vida couber desmedido sentimento. Pelo menos é o que dizem dele. Imenso, enorme, para lá do definido ou definível.
Talvez tenham razão. Talvez pudesse ser amor. Sem as amarras e apegos da paixonite, sem os dramatismos e tudo mais que desgasta e desconforta a proximidade entre duas pessoas.

Sei-te como todo que és, e como toda que te sou.

Julgo talvez, ponderando tudo o que olho com estes olhos que tenho de ver, que talvez não seja amor. Ah!, já não sei. Maldita a hora em que embarquei nesta aventura. Nunca pensando que fosse custar-me o barco, o icebergue e o salva-vidas.

Prefiro pensar que sem o perceberes, te enganaste a ti próprio. Que na tua cabeça sim imperou o confuso e o caos. Que esse caos te criou um impedimento de bom senso ou uma cegueira auto-provocada.
Custa que doa quando se quer tentar não saber do elefante no quarto. Mas ele está lá. E custa que esse elefante sejas tu. Porque pensar-te como te sei, é das melhores coisas que posso desejar a alguém. Sentir-te como te sei, é ir ao céu sem descolar. E mais uma vez, tudo clichés irritantes.


...
Não consigo melhor, talvez. Ou talvez consiga. Preciso de mais para perceber.
Mais que não tenho, sabendo-te como sei. E tendo-te como não te tenho, nem como julgo que alguma vez terei.

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