Carta ao primeiro
És o meu primeiro amor.
Mas nem sempre o primeiro fica. Nem sempre pelo primeiro se permanece. Por vezes precisamos de mais. Por vezes não precisamos de mais, mas somos como que obrigados a procurá-lo e aceitá-lo.
Mas e se naquele dia não te tivesse conhecido? Seria igual aquilo em que me tornei hoje?
Em que medida somos alterados pelas circunstâncias da vida? Até que ponto somos nós mesmos, mesmo quando divergimos do expectável? Somos tanto e tão pouco. Seres grandiosamente pequenos, altamente afectados por momentos.
És. Não tenho como desmenti-lo. Devo-te muita mudança, e acima de tudo, imenso crescimento. Por tudo isto, por tudo o que passei graças a ti, agradeço-te.
Longe vai o tempo em que a mera lembrança da tua distante existência me magoava fundo. Mas como em tudo, tudo passa. Se és o meu primeiro amor, se ficas, se vais, se te manténs intermitente, não sei. Não ouso sequer tentar prevê-lo. Somos existências que fluem como rios, e tal como eles nos podemos cruzar. Mas também como eles podemos correr paralelos, sem nunca realmente nos aproximar-mos. Sinceramente, posso dizer que tal não me interessa.
Longe vai o tempo...
Reconheço-te pelo que foste, és e serás sempre em mim. Mais não faço.
És o meu primeiro amor. Mas nem sempre o primeiro é o que fica. E sim, permaneces em mim, mas apenas como figura do que representas. Porque o sentimento que ficou, esse permanece mas mudou.
Mais não faço. Mais não sinto. Mais não magoa.
Quanto a ti, sê feliz.
Porque eu, com tudo o que hoje sou, já não sou contigo. Sou talvez com um outro, segundo, terceiro, que queira realmente ficar. Que permaneça.
Sorrio por teres sido um meu momento. Sou agora um ser grandiosamente pequeno e mais feliz, porque em paz comigo mesma.
Obrigada, meu primeiro amor.
Mas nem sempre o primeiro fica. Nem sempre pelo primeiro se permanece. Por vezes precisamos de mais. Por vezes não precisamos de mais, mas somos como que obrigados a procurá-lo e aceitá-lo.
Mas e se naquele dia não te tivesse conhecido? Seria igual aquilo em que me tornei hoje?
Em que medida somos alterados pelas circunstâncias da vida? Até que ponto somos nós mesmos, mesmo quando divergimos do expectável? Somos tanto e tão pouco. Seres grandiosamente pequenos, altamente afectados por momentos.
És. Não tenho como desmenti-lo. Devo-te muita mudança, e acima de tudo, imenso crescimento. Por tudo isto, por tudo o que passei graças a ti, agradeço-te.
Longe vai o tempo em que a mera lembrança da tua distante existência me magoava fundo. Mas como em tudo, tudo passa. Se és o meu primeiro amor, se ficas, se vais, se te manténs intermitente, não sei. Não ouso sequer tentar prevê-lo. Somos existências que fluem como rios, e tal como eles nos podemos cruzar. Mas também como eles podemos correr paralelos, sem nunca realmente nos aproximar-mos. Sinceramente, posso dizer que tal não me interessa.
Longe vai o tempo...
Reconheço-te pelo que foste, és e serás sempre em mim. Mais não faço.
És o meu primeiro amor. Mas nem sempre o primeiro é o que fica. E sim, permaneces em mim, mas apenas como figura do que representas. Porque o sentimento que ficou, esse permanece mas mudou.
Mais não faço. Mais não sinto. Mais não magoa.
Quanto a ti, sê feliz.
Porque eu, com tudo o que hoje sou, já não sou contigo. Sou talvez com um outro, segundo, terceiro, que queira realmente ficar. Que permaneça.
Sorrio por teres sido um meu momento. Sou agora um ser grandiosamente pequeno e mais feliz, porque em paz comigo mesma.
Obrigada, meu primeiro amor.
Comentários