Há sempre matéria de estudo quando se olha o quotidiano


É-me mais que reconhecida a incapacidade (quase total) de pontualidade. É uma bandeira que deixo hasteada sem qualquer preconceito porque é realmente um dos traços que me define. Pergunto-me então se foi esta minha linha condutora de carácter que me fez perder a primeira parte da aula.

Qual aula? Aquela onde nos ensinam sem delongas a saltitar de mão em mão, sem respeito ou consideração por um eventual "luto", período de "nojo" ou como lhe queiram chamar. Mas tudo isto não porque o devamos fazer por alguém, mas por nós. Não entendo.

Ponderando bem tudo o que me aterra à vista e aos sentidos, devo ter sido uma má aluna numa visão panorâmica e geral.
Provavelmente chumbei por acumulaçao de faltas de presença pontual (sim, não a tenho realmente) e perdi as palestras, workshops e extracurriculares que nos ensinam a ser opacos. A existir como seres que pouco valor a si próprios dão por uma meia dúzia de sentires. A ser sem ser numa existência cheia de pareceres e teres que não são nem chegam a quem realmente olhar ao que tem e ao que, na sua génese, é. Porque a sofreguidão e gula não enchem, e a coragem de esperar e de se apreciar a si mesmo valem mais do que a soma de todo o universo.
Sou boa aluna normalmente, mas realmente não me lembro desses ensinamentos. Ou não os memorizei por me parecerem descabidos, ou simplesmente não me dei ao trabalho de sequer me atrasar para essas aulas.

Sim, vendo bem as coisas, chumbei nessa área.
E, sinceramente? Ainda bem.

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