Car@s Deputad@s e presentes na palestra
Sou um ser extremamente activista e com enfoque para o
justo. Vem escrito no meu código genético. É daí talvez a minha inclinação para
o direito. Ainda que me saia um tanto ou quanto torto.
Talvez por essa razão goste de me informar. De saber mais e
melhor sobre temas controversos. Talvez por essa razão também me interesso por
palestras acerca das grandes injustiças que grassam no mundo actual.
“A prostituição e o tráfico no seio do crime organizado” –
foi o tema.
O tema requer grandes ponderações e teorizações, coisa a que
os deputados que tiveram a palavra se dispuseram. A minha questão e já anteriormente
me tinha questionado, é nas discussões concretas sobre violência de género. O
que é isto? Que conceito tão badalado nos dias de hoje é este? Chateia-me a
hipocrisia feminina. Chateia-me o cavalheirismo musculado.
Igualdade de género para mim compreende a noção de tratar
diferente e correctamente o que não é naturalmente igual. Não me chateia que
exista numa livraria uma zona com livros para meninas e outra para meninos. Que
os catálogos dos brinquedos venham por azul ou rosinha. É natural que assim
seja. Assim o exige a evolução da nossa espécie. Não se espera um desenvolvimento
de ambos os sexos que seja igual a cada idade. Aliás é sabido e confirmado pela
ciência que os estágios de desenvolvimento são claramente distintos entre
raparigas e rapazes.
Porquê esta euforia? Sim realmente há muitos crimes, tais
como o tráfico com fins de exploração sexual, que dizem “respeito” mais a
mulheres que homens. Mas também o sexo masculino, com o esbatimento das
divergências de sexo, se vem tornando vítima de violência doméstica, de ofensas
à integridade física por parte de mulheres. A única questão relevante aqui é a
do grande tabu que (ainda) existe para o macho latino de fazer uma queixa de
algo que muitas vezes sente como uma diminuição da sua masculinidade.
A feminilidade está bem e de saúde. O que me preocupa são
casos avulsos de crimes naturalmente mais ligados ao feminino, e o excessivo
enfoque que damos a eles e a situações que são apenas e só naturais na sua
génese e que dizem respeito à evolução e desenvolvimento dos sexos, mas que
para muitos são “claras violações de género”.
Cresçamos. A era da repressão masculina já era história. Grande
parte das mulheres tem de compreender isto e parar de ser a vítima da
sociedade. A cultura mudou, mudemos com ela por favor.
Tratemos como igual o que é igual, e diferente o que
diferente o é.
E deixem os meninos brincar com baldes e esfregonas, e as
meninas com carros. Nada disso irá degenerar a sua educação. Irá sim dar-lhes
uma melhor preparação para o mundo de igualdades. Sim, aquele que vem sendo
trabalhado e que já muito alcançou.
Porque eu vivo num mundo em que os meninos não têm problemas
em vestir rosa e ajudar nas lides da casa, e em que as meninas gostam de
praticar desportos e apreciam carros. E não vejo mal algum nisso.
… Vocês vêm?
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