Acaso


Se vem de soslaio ou qual tufão, há coisas que trazem uma sua mística muito própria. É curioso. Sou talvez o que se considera de um misto de cientista empírica do social e completa crente no que não se explica. E isto provoca uma dicotomia grave. Uma dificuldade na percepção daquilo que é, ou deveria ser. Sou um ser altamente paradoxal.
Pronto, ja estou a deambular (e isto é mais frequente em mim do que desejaria).

A vida tem um não sei o quê de cabra. Presenteia-nos com ideias e objectivos com mentes pensantes e com sentimentos debilitantes em corações (não raras vezes) delirantes. Sim cabra. Porque nos dá tudo isso embrulhado num pacote que depois não nos deixa reconhecer de imediato. Oferta-nos a pessoa que podia responder aos nossos mais íntimos quereres, e ri-se ao ver-nos vaguear por cá à procura de algo que está perante nós.

Serendipity. Os nossos amigos anglo-saxónicos dizem que esta mera palavrinha pode mudar uma vida. Eu cá acho que é código. Usado pela vida para se rir de nós, na nossa busca incessante pelo algo mais que vai colorir dias cinzentos.
Mas realmente muda uma vida. Um momento tão semelhante a tudo o resto, que nos dá algo mais do que o que esperámos receber ali.

É realmente curioso. Seja de repente ou como uma catástrofe natural que toma o seu tempo, a vida é irónica, satírica e (aparentemente) uma cabra bem intencionada.
Náo nos dá afinal nada menos do que o que merecemos. Daí os desgostos, desilusões. Porque como boa cabra que é, quer dar-nos uma lição.

Serendipity, bitch.
Lição aprendida.

Venha daí a bonança.

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