Segunda jornada

Se é verdade que muitos procuram a noção de amor eterno, eu procuro mais. Vou realmente mais além. A mim só me basta uma amizade que resista às exigências do tempo.
Quero ser equipa. Partilhar do espírito de união, companheirismo e cumplicidade que apenas esses grupos alcançam.

...
Acho que o esqueci por momentos. Não raras vezes nos enredamos em caminhos que não reconhecemos como nossos e os tomamos como tal. Mas depois não há encaixe. Depois soa estranho, falso até..

A realidade é essa. Não acredito no "para sempre". Acredito em momentos partilhados no agora. Nas memórias que construímos. No que crescemos com elas ao lado de alguém.
Num passeio à beira rio, numa conversa trocada à luz da lua em que se despejam desesperos e ideais, em brincadeiras que realmente o são. Gargalhadas sinceras e sorrisos que projetam o que a nossa alma é naquele dado momento.

Quero ser parte de algo que me transcenda sem ter de abdicar de mim. Quero algo que me ultrapasse, sem necessariamente me afundar.
Quero um amigo. Um companheiro de brincadeiras. Uma união conversadora. Uma cumplicidade que se obtém de confiança e segurança partilhadas. Quero ser equipa.

Quero ser amiga.
Quero ser sempre eu.
(E julgo por breves instantes tê-lo esquecido)
Mas voltei de vez. E quero uma amizade intemporal.

(E tu, queres ser tu comigo?
... Anda, sem medos. Junta-te a mim.)



Comentários

efemota disse…
Essa de sermos levados por caminhos que não são nossos é bem verdade, mas na vida em geral, somos levados a fazer escolhas mais baseadas na razão e os sonhos e esperanças acabam por ficar.

Quanto ao para sempre, hoje li uma frase que era algo como é eterno até acabar. Parece-me uma boa forma de ver as coisas, não pensar que acabam, embora fique sempre alguma pena ou remorso.

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