Unconditionally
"Respeito-te como sempre o fiz. Mesmo quando és um asno. Mesmo quando és orgulhoso e impulsivo. Mesmo não sabendo o que vai aí dentro. o que tens de mim é isso. Respeito. Espaço. Oxigénio. Faz-te rodear dele, realmente pareces-me precisar de umas quantas botijas disso tudo. Daquelas grandes.
Ainda que não te entenda, entristece-me reconhecer que muito ficou por dizer.
Ainda que não compreenda, quero que sejas feliz.
Ainda que não aceite, queria deixar-te um conselho. Trata de ti, de te gostares a ti próprio. Aprende a respirar e a caminhar por ti. Para ti. Nunca procures em alguém aquilo que só vais encontrar realmente em ti. Enquanto não o entenderes, toda a demanda vai ser em vão.
E porque não entendo/ compreendo/ aceito, magoa. Mesmo que tente ser racional, estou de novo pequenina (e não me agrada a sensação).
Contra mim falo quando digo que tudo tinha sido diferente se soubesse do tudo que tivemos para dar certo. Do tanto que em mim deixaste. Agradeço-te. Até pelo mau... Ensinaste-me mais que muitos professores.
Era isto. Beijo....
P.S.: Volta. Não desistas já. Por favor..."
E o que batalhou por decidir-se ou não de um final despido de morais e muros. Acabar ou não com um verdadeiramente sentido "gosto tanto de ti"?
Relê a carta. E decide que o melhor é deitá-la fora. A decisão foi dele, e ela não vai sujeitar-se mais.
E chora... Preparando-se assim para encerrar o capítulo.
(Mais um, afinal, igual a tantos outros.)
_____________ ´´________________
Ele não sabe o que sente. Nem tão pouco consegue explicar o que pensa.
"Os homens também choram", dizia alguém. E sentem. Oh se sentem... Não sabem às vezes sentir tanto. Malvado aquele que criou a prerrogativa do homem forte.
Está decidido. Foi feito o que tinha de ser. Quando não parece dar, não dá.
Ele passeia. Viaja nos seus pensamentos e locais favoritos nos entretantos. Passar a borracha por cima do passado. Afinal, só foi sincero, e portanto ninguém saiu realmente magoado. Tudo está bem quando acaba bem. Até está a passar, sem grandes dificuldades.
Se bem que a falta daquelas conversas/desabafos de alma (ainda que não o admita) estão a fazer mossa. Mas deve ser só a ressaca a falar. (Isto passa, confidencia ele a si mesmo).
Aventura-se em novos jantares, novos passeios, novas conversas, novos planos.
E o tempo passa...
___________ ´´_____________
E ela? Vai estando, tudo se começa a tornar do tamanho normal ainda que a dorzinha persista de tempos a tempos. A carta que lhe escreveu, essa, pertence apenas a si e a um qualquer contentor por aí.
E ele? Sente-se agora um bocadinho menos cheio. Parece que nada ajuda o sol a brilhar mais de novo. Começa a entender que, contra si, voltou a deixar-se mais uma vez dominar pela sua impulsividade.
_____________________
- Ela agora sorri para esconder a "carta que nunca lhe escreveu".
- Ele agora imagina como seria voltar atrás.
Entre eles o espaço, o tempo e o oxigénio. Botijas e botijas disso.
_____________________
... E no final, o orgulho é quem mata mais promessas.
Ainda que não te entenda, entristece-me reconhecer que muito ficou por dizer.
Ainda que não compreenda, quero que sejas feliz.
Ainda que não aceite, queria deixar-te um conselho. Trata de ti, de te gostares a ti próprio. Aprende a respirar e a caminhar por ti. Para ti. Nunca procures em alguém aquilo que só vais encontrar realmente em ti. Enquanto não o entenderes, toda a demanda vai ser em vão.
E porque não entendo/ compreendo/ aceito, magoa. Mesmo que tente ser racional, estou de novo pequenina (e não me agrada a sensação).
Contra mim falo quando digo que tudo tinha sido diferente se soubesse do tudo que tivemos para dar certo. Do tanto que em mim deixaste. Agradeço-te. Até pelo mau... Ensinaste-me mais que muitos professores.
Era isto. Beijo....
P.S.: Volta. Não desistas já. Por favor..."
E o que batalhou por decidir-se ou não de um final despido de morais e muros. Acabar ou não com um verdadeiramente sentido "gosto tanto de ti"?
Relê a carta. E decide que o melhor é deitá-la fora. A decisão foi dele, e ela não vai sujeitar-se mais.
E chora... Preparando-se assim para encerrar o capítulo.
(Mais um, afinal, igual a tantos outros.)
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Ele não sabe o que sente. Nem tão pouco consegue explicar o que pensa.
"Os homens também choram", dizia alguém. E sentem. Oh se sentem... Não sabem às vezes sentir tanto. Malvado aquele que criou a prerrogativa do homem forte.
Está decidido. Foi feito o que tinha de ser. Quando não parece dar, não dá.
Ele passeia. Viaja nos seus pensamentos e locais favoritos nos entretantos. Passar a borracha por cima do passado. Afinal, só foi sincero, e portanto ninguém saiu realmente magoado. Tudo está bem quando acaba bem. Até está a passar, sem grandes dificuldades.
Se bem que a falta daquelas conversas/desabafos de alma (ainda que não o admita) estão a fazer mossa. Mas deve ser só a ressaca a falar. (Isto passa, confidencia ele a si mesmo).
Aventura-se em novos jantares, novos passeios, novas conversas, novos planos.
E o tempo passa...
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E ela? Vai estando, tudo se começa a tornar do tamanho normal ainda que a dorzinha persista de tempos a tempos. A carta que lhe escreveu, essa, pertence apenas a si e a um qualquer contentor por aí.
E ele? Sente-se agora um bocadinho menos cheio. Parece que nada ajuda o sol a brilhar mais de novo. Começa a entender que, contra si, voltou a deixar-se mais uma vez dominar pela sua impulsividade.
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- Ela agora sorri para esconder a "carta que nunca lhe escreveu".
- Ele agora imagina como seria voltar atrás.
Entre eles o espaço, o tempo e o oxigénio. Botijas e botijas disso.
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... E no final, o orgulho é quem mata mais promessas.
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